Tati Helene / Soprano

Tati Helene / Soprano

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Bio

  Radicada atualmente na Alemanha, a soprano já trabalhou com importantes nomes da cena lírica européia, dentre os quais se destacam os diretores de cena Peter Konwitschny, com quem fez Salome em turnê pela Suíça, Bepi Morassi, em produção do Teatro La Fenice em Veneza (onde deu vida à personagem Rosa na ópera Il Piccolo Spazzacamino de Britten) e Stefano Vizioli, na produção paulistana de Falstaff feita pelo Theatro São Pedro (como Alice Ford), e os maestros Michael Radulescu da Áustria (como solista na Kantate 110 de Bach) e Alessandro Sangiorgi, italiano radicado no Brasil (com quem foi Mercedes na produção de Carmen do Teatro Guaíra em Curitiba e Norma em concerto no mesmo teatro).

  Nos anos em que morou na Itália, foi bolsista do governo italiano e do Conservatorio Antonio Buzzolla em função do seu mestrado em performance e atuou em alguns dos principais palcos do país, como o Teatro Malibran de Veneza, o Teatro Comunale de Rovigo e o Teatro Olímpico de Vicenza.

  No Brasil, foi por duas vezes convidada para dividir o palco com artistas consagrados do meio lírico no projeto Grandes Vozes, primeiro com o barítono Renato Bruson e depois com a mezzo-soprano Graciela Araya, sendo ambas as apresentações sucesso de público e crítica.

  Participou duas vezes do Festival de Ópera do Theatro da Paz, como Salome na ópera homônima, e como Senta na ópera Der fliegende Holländer, primeira ópera wagneriana a ser apresentada na cidade. No fim de 2013 foi convidada para substituir, no próprio dia, a soprano Eliane Coelho no difícil papel de Médée de Cherubini no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a OSB sob regência do argentino Carlos Vieu.

  Helene também se destaca como solista em obras sinfônicas: no Brasil, no Uruguai e na Itália já cantou a  Missa para duas vozes solistas, coro e orquestra de Leandro Alvarenga (composta especialmente para ela), a  Messe in G-Dur de Schubert, o Requiem de Faurè, o Magnificat e o Gloria de Vivaldi, Veni Creator Spiritus de Jommelli (estréia brasileira), Lobgesang de Mendelssohn, Vesperae Solennes de Confessore de Mozart e 9. Sinfonie de Beethoven.

  É mestre em canto lírico pelo Conservatório Antonio Buzzolla da Itália, tendo concluído o bacharelado pela FAAM e, além disso, atriz profissional formada pelo Colégio William Shakespeare. Seus professores de canto foram Heloísa Petri, Carmo Barbosa, António Garófalo e Luisa Giannini (Itália), hoje prepara seu repertório com Vitor Philomeno no Brasil e com Klaus Salmann na Europa. Em busca do aperfeiçoamento a soprano também já participou de diversos Master Classes com destacados mestres do canto lírico como Fiorenza Cossotto, Silvia Sass, Jaime Aragall, Mara Zampieri, Maria Pia Piscitelli, Teresa Berganza, Edda Moser, KS Thomas Moser, KS Karan Armstrong, Chuck Hudson, Denis Combe-Chastel, Angelo Raciti, Martin Struckmeyer e KS Janet Williams.

  Foi vencedora do primeiro prêmio do Concurso Bianca Biancchi em Curitiba (2002), selecionada nas Audiciones Nuevas Voces Liricas del Teatro Cólon de Buenos Aires (2008) e indicada como uma promissora voz Wagneriana nas Audições Brasileiras do International Richard Wagner Competition (2009).

Repertório

OPERA

Berg: Wozzeck Marie
Boito: Mefistofele Margherita/Elena
Britten: The little sweep Rose
Donizetti: Lucrezia Borgia Lucrezia
Maria Stuarda Maria Stuarda
Roberto Devereux Elisabetta
Korngold: Die tote Stadt Marie/Marietta
Mozart: Idomeneo Elletra
Puccini: Manon Lescaut Manon
Suor Angelica Angelica
Tosca Tosca
Turandot Turandot
Strauss: Salome Salome
Die Frau ohne Schatten Kaiserin
Verdi: Falstaff Alice Ford
Il Trovatore Leonora
Attila Odabella
Wagner Der fliegende Holländer Senta
Tannhäuser Elisabeth

 

SINFÔNICO

L. Alvarenga:

“Missa a duas vozes solistas, coro e orquestra”

Bach:

“Magnificat”

“Cantata 110”

Beethoven:

“9. Sinfonie”

Fauré:

“Requiem”

Mendelssohn:

“Lobgesang”

Mozart:

“Vesperae Solennes de Confessore”

Pergolesi:

“Magnificat”

Schubert:

“Missa em Sol Maior”

R. Strauss:

Vier letzte Lieder”

Villa-Lobos:

“A Floresta Amazônica”

“Bachianas nº5”

Vivaldi:

“Magnificat”

Depoimentos

 “Helene cantou muito bem sua ária do primeiro ato, Vous voyez de vos fils la mère infortunée.(…) Pelo esforço e pela coragem (afinal, estamos falando de um papel imortalizado por Maria Callas), as duas merecem aplausos”Leonardo Marques – sobre “Médée” no TMRJ – Site Movimento.com – Rio de Janeiro/2013

“lavorare con un soprano come Tati Helene è una gran fortuna per un regista: la sua intelligenza scenica e la creatività unita alla straordinaria musicalità fanno di lei un autentico dono per registi direttori d’orchestra e colleghi” Stefano Vizioli – regista del Falstaff – Internet – São Paulo/2013

“Entre as mulheres, boas participações de Tati Helene…”Sidney Molina – sobre “Falstaff – Folha de S. Paulo – São Paulo/2013

” A Mrs. Quickly de Alessia Sparacio e a Alice Ford de Tati Helene estiveram melhores.” Ali Hassan Ayache – sobre “Falstaff” – Blog Ópera e Ballet – São Paulo/2013

“Ela estava extraordinária!” Jorge Coli – sobre Tati Helene como Alice Ford em “Falstaff” – Facebook – São Paulo/2013

“Besonders vehement demonstrierten … und Tati Helene als Salome ihre Ausdauer in raumgreifender Dramatik.” – Lisa D. Nolte – über Salomé in Operwerkstatt – Tages-Anzeiger – Zürich/2013

“Grösstenteils bringen die Sängerinnen und Sänger ihre Charaktere aber authentisch rüber.” Nik Sarbach – über Salomé in Operwerkstatt – Thuner Tagblatt – Thun/2013

“Senta foi feita pela soprano Tati Helene que mostrou dotes vocais como poderosos agudos…” Nelson Rubens Kunze – sobre “Der fliegende Holländer” – Site concerto.com.br – Belém/2013

“A soprano Tati Helene cresceu muito durante a récita, musical e dramaticamente. Se sua interpretação para a Balada de Senta pareceu menos convincente, já no dueto com Erik a intensidade tinha se elevado. Belíssimo foi o dueto seguinte com o Holandês, marcado pelo zelo e pela contenção na movimentação, mas vocalmente arrebatador. No ato final, a soprano teve uma grande atuação, de alta tensão dramática. Jovem, a cantora certamente ainda pode evoluir, mas já demonstrou aqui grandes qualidades, como uma ótima projeção, um timbre marcante e, especialmente, um emprego inteligente do vibrato (evitando conscientemente seu exagero).” – Leonardo Marques – sobre “Der fliegende Holländer” – Site movimento.com – Belém/2013

“Na trágica figura de Senta, o soprano lírico Tati Helene enfrentou com garra o árduo papel wagneriano no qual é também estreante. Com inteligência, astúcia e sabedoria, trabalhou com diversos professores de canto (Carmo Barbosa, baixo-barítono paulista e tantos outros europeus) emoldurando a sua voz. Sua “performance” surpreendeu o público e não podemos deixar de reconhecer o seu empenho com a heroina de Wagner. De sua balada ao trio que encerra sua grande cena na primeira parte da ópera, foi eficiente e cuidadosa, projetando seguros agudos, com intensidade.” – Marco Antônio Seta – sobre “Der fliegende Holländer” – Site movimento.com – Belém/2013

“Tati Helene sofreu uma grande injustiça esse ano, foi convidada para ser doppione, se preparou para cantar a ópera Salomé de Richard Strauss no XI Festival de Ópera do Theatro da Paz de Belém e não foi brindada com nenhuma récita. Cantoras substitutas sempre se apresentam na última récita. Vendo-a no palco do São Pedro percebo que quem perdeu foi o povo de Belém. A moça está tinindo, sua voz jovem e amadurecida esta apta para enfrentar repertórios árduos do belcanto. Mostrou um timbre de soprano spinto com voz escura e agudos sólidos, buscou nuances e vigor em muitas das complexas passagens. Bela apresentação.” – Ali Hassan Ayache sobre concerto “Grandes Vozes com Graciela Araya” – Blog Ópera e Ballet – São Paulo/2012

“São Paulo e adjacências territoriais do nosso país sabem que o soprano estava perfeita nos ensaios, voando mesmo como Salomé.” Andréia Santos sobre “Salomé” – Blog Ópera e Ballet – Belém/2012

“Il soprano Tati Helene si è messa ben distinta con le sue buone qualità vocali in “Senza Mamma”, dalla Suor Angelica di Puccini.”

“È stato ancora Giuseppe Verdi il grande protagonista dell’inizio della seconda parte con La Traviata e il duetto del secondo atto Papà Germont-Violetta… Il soprano Tati Helene, visibilmente commosso (erano lacrime vere quelle che le scorrevano sulle guance!) ha datto il meglio di sé accanto un Germont-Bruson incomparabile…Inutile annotare il grande e trionfante entusiasmo, con standing ovation, di un pubblico in completo delirio.” Norberto Modena su Concerto con Renato Bruson in San Paolo, Brasile – Revista L’opera nº 270 – Itália/2012

“O soprano me surpreendeu, cantou Senza mamma da ópera Suor Angélica de Puccini e L`altra notte in fondo al mare da ópera Mefistofele de Boito. Sua voz mostrou excelente projeção, munida de um belo timbre e um lirismo sedutor. Seus agudos mostraram potência e realçaram todos os coloridos das árias. Sustentou as notas no limite na ária de Boito, não teve medo de correr esse risco , simplesmente arrebentou! Ao lado de Bruson fez bonito como Violetta, não é qualquer soprano que canta ao lado de Bruson.” Ali Hassan Ayache sobre concerto “Grandes Vozes com Renato Bruson” – Blog Ópera e Ballet e site movimento.com – São Paulo/2012

“Também eu, como não poderia deixar de ser, tinha minhas preferências, e lamentei não ver na seleção final aquela que me pareceu a cantora mais “pronta” – a julgar por sua única apresentação a que assisti, nas semifinais – do ponto de vista vocal e musical: a soprano Tati Helene, de São Paulo, que deu versões atraentes e lindamente trabalhadas de árias de Rusalka, de Dvorák, e do Morcego, de Johann Strauss.” Clóvis Marques sobre o Concurso de Canto Vozes do Brasil – Revista Concerto – Rio de Janeiro/2010