Maria Carla Pino

A soprano brasileiro-chilena Maria Carla Pino vem consolidando uma trajetória internacional marcada pela versatilidade, domínio técnico e especial afinidade com os repertórios lírico-coloratura, barroco e contemporâneo. Em 2025, apresentou-se no Teatro Colón de Buenos Aires como solista da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, sob regência de Roberto Minczuk, interpretando árias de Il Guarany, de Carlos Gomes, e as Bachianas Brasileiras nº 5, de Villa-Lobos.

Em 2026, foi solista da OSESP no Oratório de Páscoa, de Bach, sob regência de Richard Egarr, na Sala São Paulo, e apresentou-se com a Filarmônica de Minas Gerais em programa dedicado a Mozart, na Sala Minas Gerais. No mesmo ano, interpretou Sua Companheira na estreia latino-americana de Intolleranza 1960, de Luigi Nono, no Theatro Municipal de São Paulo.

No Theatro São Pedro, destacou-se recentemente como Nannetta em Falstaff, de Verdi, sob direção musical de Ira Levin, em 2025, e como Condessa Adèle na primeira montagem brasileira de O Conde Ory, de Rossini, em 2024, também sob regência de Ira Levin e direção cênica de Pablo Maritano.

Em sua trajetória europeia, integrou o Opera Studio da Deutsche Oper am Rhein e manteve estreita colaboração com o Theater Basel. Entre seus trabalhos de destaque estão Lucia na estreia mundial de Il viaggio, Dante, de Pascal Dusapin, no Festival d’Aix-en-Provence, sob regência de Kent Nagano, e uma das Weird Sisters em Macbeth Underworld, também de Dusapin, na Opéra-Comique de Paris. Apresentou-se ainda no Grand Théâtre de Luxembourg e no Saarländisches Staatstheater. Finalista dos concursos Paris Opera Competition e Mirjam Helin, Maria Carla Pino afirma-se como uma das sopranos brasileiras de maior projeção internacional de sua geração.

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